segunda-feira, 17 de agosto de 2009

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Parece que devemos buscar nas pessoas a camada de alegria ou exuberância da sua adolescência ou juventude ou primeira idade adulta, como uma espécie de tesouro da memória de seu corpo - cujo desgaste esconde, muitas vezes, a vitalidade da alma. Especialmente daquelas que podemos amar.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A vida heroica

A diferença entre a nossa e a vida do herói é que a deste se alonga na eternidade do tempo. Ele se eterniza porque sua jornada ou história é partilhada por muitas memórias e atravessam muitas gerações. Por isso está além do tempo. Quanto a você e eu, não acumulamos esse poder nessa escala. No entanto, acredite, tampouco nos anulamos: também acumulamos numa espécie de moeda do tempo - pois temos uma história ou jornada pessoal, ainda que não tão fatal nem tão fantástica quanto a do herói. Mas que é absolutamente reconhecível. E absolutamente sólida, real. Porém aqui é preciso certa qualificação, pois, feliz ou infelizmente, as histórias pessoais não aparecem previamente dadas, determinadas. Mas é que, se assim fosse, simplesmente...não haveria heróis! O paradigma do herói nunca é antecipado, ele se reconhece sempre numa posteridade. E nisto vamos nos assemelhar a ele, você e eu.

Temos (ou não) um pequeno problema aqui. O que o herói acumula na memória dos outros - e você, intuitivamente, talvez saiba disso - depende da escala dos perigos que ele enfrenta. Por um motivo muito singelo: não existem recompensas gratuitas. Contudo, veja só, os vilões bem que acreditam que assim possa ser. E muitos de nós também. E daí as repetidas decepções e erros de cálculo; daí também a infelicidade e a falta de sentido (o herói acumula também sentidos que são elaborados e constituídos ao longo de sua jornada).

Por fim, haverá quem não queira ser herói -quer dizer, iniciar ou percorrer sua jornada pessoal. Haverá quem não queira construir / constituir sua narrativa heroica, pois o que se acumula na memória é exatamente uma narrativa, uma história, e os atributos que lhe dão estofo, forma e significado...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A beleza

O valor subjetivo do sentido da visão se apoia na beleza. No fundo, seu valor é, digamos, imaterial. É essa imaterialidade substancialmente potencial - se assim posso dizer - que torna a visão um sentido tão precioso.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Outras palavras ao vento

1
Acho que não é bom
ser uma pedra:
elas
quando mudam
mudam só de lugar...
2
O caminho inteiro é longo
longo é o caminho inteiro
mas só inteiro é o caminho
que
importa
3
Há lances
que só por um triz
e ainda que por engano
deixam enorme cicatriz